De repente a gente se dá conta que os contos de fada não existem… e que as histórias de “Foram Felizes para sempre” só tem algum sentido fantasioso porque ninguém decidiu contar como isso continua.
Na verdade, tudo é bem diferente à olhos nus…
Mas o pior de tudo é perceber de repente o quanto vivemos em um círculo vicioso, e por mais que não haja aceitação da nossa parte, por mais que o desejo de mudança exista… na maioria das vezes, acabamos repetindo tudo novamente.
Mais que isso, percebemos que pouco fazemos por nós, nossas ações acabam se vinculado ao outro, ou é com ele, ou para ele…
…pouco se faz por nós, nossa própria companhia parece enfadonha demais…
O desejo de ação existe, o desejo de mudança é latente, mas o processo criativo fica estagnado como se nada fosse possível para que esse desejo seja saciado.
Perceber-se mulher é um fato que vai tomando forma sem que nos demos conta, passamos por esse processo sem perceber o quão sensivel ele é… é uma sensibilidade que ultrapassa as formas reais de aceitação e vivência, é quase vital.
É um processo mais ou menos consciente que envolve emoção positiva e negativa, talvez uma em maior ou menor proporção que a outra mas as duas presentes.
A consciência de ser mulher, de ter uma feminilidade aguçada ou não… é algo presente e familiar.
Contudo, a feminilidade não é como acordar de manhã e perceber que algo mudou… e passar pelas mudanças sem ao menos saber do que se tratam… é um processo interno que acontece gradativamente, em camera lenta… e vai tomando conta, se tornando presente, se alterando e tomando formas, na maioria, novas formas.
Os acontecimentos passam a ser chamados de fatos, os fatos passam a ser chamados de experiências e são essas experiências que dão sentido a vida e vão alimentando nosso ser.
A vida é um constante processo criativo… nada está acabado. Tudo, vai aos poucos, se formando… de dentro para fora…
O processo criativo é uma resposta do processo interno, e este processo interno define as margens e formas desta criação…